domingo, 25 de março de 2012

Protagonismo Juvenil



A Pastoral da Juventude Católica Latino-americana tem um princípio norteado, o chamado protagonismo juvenil. Hilário Dick, especialista em Pastoral da Juventude, afirma que o jovem precisa ser “sujeito de sua história” , é chamado a viver a teologia do Êxodo, “a teologia da saída de si para abrir-se às relações, sem perder a identidade” . É necessário que o jovem possa crescer na sua autonomia, na sua independência, aprendendo “a ser livre, mesmo errando” [pois] “deseja e precisa ser ele mesmo”.
O médico francês Pierre-André Michaud , dedicado ao trabalho com adolescentes com doenças crônicas, acredita no valor do empoderamento ainda que o jovem esteja passando por uma situação de enfermidade grave, pois ele é o “dono” da sua saúde e da sua doença, não o médico. Os profissionais da saúde são instrumentos, ajudas, mediações para que a pessoa escolha, assuma atitudes, posicionamentos. O efeito dos ensinamentos, conselhos, técnicas, e até das terapias e dos remédios, varia quando a pessoa os assume como próprios. É importante favorecer o protagonismo do jovem, que ele seja autor, ativo diante das situações pessoais e sociais. Que não assuma uma postura de espectador, passivo, “paciente” como se fala na gíria médica e psicológica. Na mesma linha, a CNBB aspira a que os jovens da Pastoral da Juventude sejam “reconhecidos como sujeitos e protagonistas, [e que] “contribuam com a ação de toda a Igreja, especialmente na evangelização dos outros jovens”.
A proposta da Pastoral da Juventude pretende não formar jovens dependentes, indefesos, frágeis. Isso não quer dizer marginalizar àqueles que são menos fortes, que têm mais dificuldade de agir e de superar as dificuldades pessoais e as adversidades do coletivo. Por isso, é preciso cuidar para não cair na exclusão dos menos ousados, dos mais fracos, dos menos resilientes. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário