A Pastoral da
Juventude Católica Latino-americana tem um princípio norteado, o chamado
protagonismo juvenil. Hilário Dick, especialista em Pastoral da Juventude,
afirma que o jovem precisa ser “sujeito de sua história” , é chamado a viver a
teologia do Êxodo, “a teologia da saída de si para abrir-se às relações, sem
perder a identidade” . É necessário que o jovem possa crescer na sua autonomia,
na sua independência, aprendendo “a ser livre, mesmo errando” [pois] “deseja e
precisa ser ele mesmo”.
O médico francês
Pierre-André Michaud , dedicado ao trabalho com adolescentes com doenças
crônicas, acredita no valor do empoderamento ainda que o jovem esteja passando
por uma situação de enfermidade grave, pois ele é o “dono” da sua saúde e da
sua doença, não o médico. Os profissionais da saúde são instrumentos, ajudas,
mediações para que a pessoa escolha, assuma atitudes, posicionamentos. O efeito
dos ensinamentos, conselhos, técnicas, e até das terapias e dos remédios, varia
quando a pessoa os assume como próprios. É importante favorecer o protagonismo
do jovem, que ele seja autor, ativo diante das situações pessoais e sociais.
Que não assuma uma postura de espectador, passivo, “paciente” como se fala na
gíria médica e psicológica. Na mesma linha, a CNBB aspira a que os jovens da
Pastoral da Juventude sejam “reconhecidos como sujeitos e protagonistas, [e
que] “contribuam com a ação de toda a Igreja, especialmente na evangelização
dos outros jovens”.
A proposta da
Pastoral da Juventude pretende não formar jovens dependentes, indefesos,
frágeis. Isso não quer dizer marginalizar àqueles que são menos fortes, que têm
mais dificuldade de agir e de superar as dificuldades pessoais e as
adversidades do coletivo. Por isso, é preciso cuidar para não cair na exclusão
dos menos ousados, dos mais fracos, dos menos resilientes.
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